| Início do ano letivo de português na Bélgica marcado por contestações |
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Segundo Pedro Rupio, conselheiro da Comunidade Portuguesa na Bélgica, no ano passado, o ensino pré-escolar era dado aos sábados de manhã. Este ano, esse horário foi suprimido e foram criados dois horários, das 12:00 às 15:00, e das 15:00 às 18:00. No caso do secundário, as aulas de português serão lecionadas durante a semana, o que inviabiliza a frequência por muitos alunos, por se sobreporem às aulas nas escolas belgas. Os horários propostos estão a gerar a contestação dos pais, que enviaram hoje à coordenação do ensino de Português na Bélgica um abaixo assinado com cerca de 750 assinaturas “Os pais não estão satisfeitos com a mudança horária que está a interferir com os cursos de português na Bélgica e o objetivo é mostrar aos poderes políticos que esta situação está longe de ser adequada”, disse hoje à agência Lusa Pedro Rupio. Segundo o responsável, há ainda a questão das aulas de pré-escolar lecionadas à quarta feira, que começam ao meio dia, sobrepondo-se também estas ao horário das escolas belgas. Nesse sentido, os pais querem que as aulas dos dois níveis sejam lecionadas ao sábado. “A nível do secundário queremos que se aposte mais no ensino paralelo. Para o 12º ano foi testado um horário durante a semana, e isso já demonstrou, devido ao abandono escolar, que não era um horário adequado para jovens que têm aulas belgas durante o dia”, disse. O conselheiro das comunidades entende esta mudança de horários à luz da estratégia governamental “de apostar numa internacionalização da língua portuguesa através do ensino integrado”, o que considera positivo, desde que não seja feito “em detrimento das comunidades portuguesas”. Pedro Rupio espera que possa haver uma “solução rápida” para esta questão dos horários. “Isto está a gerar uma grande confusão, há imensas mudanças ao nível dos horários, e o mais grave é o facto de essa mudança de horários não ser conveniente para muitos alunos, o que pode perturbar a adesão às inscrições e resultar num número muito alto de abandono”, alertou. Segundo Pedro Rupio, há ainda duas escolas: em Rixensart e Waterschei (Genk) que estão atualmente sem professores. A Agência Lusa tentou entrar em contacto com a coordenadora do ensino de Português na Bélgica, Maria José Meira, mas não foi possível até ao momento. CFF/CSR *** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico *** Lusa/fim ![]()
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Lisboa, 13 set (Lusa) – O início do ano letivo de português na Bélgica está a ser marcado pela contestação à mudança dos horários das aulas, que afeta centena e meia de alunos do pré-escolar e secundário, disse à Lusa o Conselheiro da Comunidade.